sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A máscara



Pra que te conhecer,
se não vejo tua face?
Preferia não te ter,
que conviver com impasse.

Por que me apoquenta
com suas promessas?
Depois só lamenta,
desculpas expressas.

Ao cair à máscara
já não o conheço,
não sei se choro ou enlouqueço!

Ah! Que descontentamento,
que triste perfídia!
Só mesmo lamento,
ciladas da vida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A morte


Sozinha isolada,
trancada pro mundo,
pensando no nada,
silêncio profundo.

Os dias terminam,
mas não posso ver,
as dores me aniquilam,
só me resta morrer.

Estacionei no tempo,
silêncio mórbido,
lançada ao vento,
abandono sórdido.


Minh ’alma se cala,
o calar é minha saída,
minha pele pálida,
já estou de partida.

Velhice


Só a minha pele
conhece o passar dos anos,
anos tristes e alegres,
mentiras debaixo dos panos.

Em minha mocidade
tive muitos amores,
só que chegou a idade,
idade de imensas dores.

Amei na adolescência
homens, mulheres, livros.
Época da indecência,
difícil para o convívio.

Vivia veemente
cada dia atrás do outro,
a velhice foi repente,
               deixe eu viver mais um pouco!            

Olhos brilhantes



Ao abrir a porta
vejo olhos brilhantes,
isso me conforta,
brilham muito mais que antes

Nunca vi tanta pureza,
nunca vi coisa igual,
é a mais simples riqueza,
algo fora do normal.

Como pode um ser pequeno
me amar tanto assim?
Tão dócil, tão sereno,
só quer ficar perto de mim.

Conto as horas durante o dia
para ver olhos brilhantes,
sua beleza irradia,
                             brilham mais que diamantes.                              

Amor ao dinheiro


Não vou falar com hipocrisia,
dizer que ele não ajuda,
tampouco fazer apologia
ou mostrar que ele me muda.

O homem se torna surdo,
o homem se torna cego.
Parece um absurdo,
muitos pagam e não negam.

Viver em função do dinheiro,
anular-se a cada momento,
entregar-se por inteiro,
só não basta o sustento.

O dinheiro é o mal do mundo,
tem gente que não acredita,
na superfície, no profundo,
amar dinheiro é coisa maldita.

A janela


Da janela eu vejo a rua,
carros embaralhados,
vejo também a lua,
os casais  de namorados.

Cada dia é novidade,
a menina, o cachorro,
na pracinha a mocidade,
dá pra ver também o morro.

Na janela eu me distraio,
cada instante uma história,
os amigos, o baralho
não me saem da memória.

Fico muito abandonada,
a janela é meu refúgio,
só queria ser notada,
eu não vivo o meu mundo.

Ao encontro da paz


Meu ser chora a cada dia,
não suporto tanta sofreguidão,
vivo só em agonia,
quero acalmar meu coração.

O que fazer um ser humano
que vive em intensa dor?
A minha vida é um engano,
não mereço o dissabor.

Ver um homem sem coragem
só aumenta minha aflição.
Se estou só de passagem,
para que me alimentar de ingratidão?

Meu ser não aguenta mais,
por que não tive sorte?
Só quero alcançar a paz.
Oh paz! Essa paz só te encontro na morte.  

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Meu alento


Chama acesa que aquece
e dá calor a minh’ alma
chama que arde e cresce,
faz tirar minha calma.

Respiro com cheiro de rosa,
exalo o perfume do amor,
minha pele é mais viçosa,
meu beijo tem mais sabor.

O amor nos deixa assim,
o amor é meu renovo,
se ele fugir de mim,
vou querer amar de novo.


Infância




Olhos brilhando,
sorriso estampado,
pés saltitando,
joelho ralado.

Queria voltar a ser criança,
brincar, correr ,pular,
tempo que ficou na lembrança,
acordar, dormir , sonhar.

Tempo feliz que não volta,
tempo da inocência,
não havia revolta,
o castigo era consequência.

Respirar a liberdade
do tempo que não vai voltar,
retroceder na idade,
não há custeio em lembrar.

Magia de viver

Viver é algo mágico,
 privilégio de muitos,
 vontade de poucos.

Quando não se torna trágico,
realmente,
viver é algo mágico.

Minha 1ª postagem

Esse é um cantinho especial pra quem gosta de poesia. Aqui vou postar a cada dia uma nova arte,uma nova idéia e ter comigo o imenso prazer de compartilhar com você!
Espero que agrade!